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Fazei tudo o que Ele vos mandar (Jo 2,5)

Liturgia dominical - Solenidade da Santíssima Trindade

santissima-trindade-820

Jesus é o Senhor da história

1ª Leitura: Dt 4,32-34.39-40

2ª Leitura: Rm 8,14-17

Evangelho: Mt 28,16-20

-* 16 Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado.

17 Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram.

18 Então Jesus se aproximou, e falou: «Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra.

19 Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo,

20 e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.»


* 16-20: Doravante, Jesus é a única autoridade entre Deus e os homens. Ele dá apenas uma ordem àqueles que o seguem: fazer com que todos os povos se tornem discípulos. Todos são chamados a participar de uma nova comunidade (batismo), que se compromete a viver de acordo com o que Jesus ensinou: praticar a justiça (3,15; 5,20) em favor dos pobres e marginalizados (25,31-46). O Evangelho se encerra com a promessa já feita no início: Jesus está vivo e sempre presente no meio da comunidade, como o Emanuel, o Deus-conosco (1,23).

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

COMENTÁRIO

União com Cristo e o Pai no Espírito

Nos domingos anteriores, as leituras tomadas do evangelho de João nos ensinaram que a comunhão do Pai e do Filho, da qual nós participamos no amor, significa também missão: missão do Filho ao mundo, missão dos fiéis para “completar” o amor de Deus pelo amor fraterno, presente na comunidade e, através dela, levado ao mundo todo. Este quadro joanino serve muito bem para interpretar os textos da liturgia de hoje, embora sejam tomados de outros escritos. A visão joanina nos revela a profundidade escondida naquilo que Mateus e Paulo nos dizem hoje.

Mt narra que, depois de sua ressurreição, o Pastor escatológico reuniu (“precedeu”) seu rebanho na Galiléia (evangelho; cf. Mc 14,26-27; 16,7). Os onze encontram Jesus na Galiléia, na “montanha” (a do início de sua missão: cf. Mt 5, lss). Alguns nem o reconhecem. Aí, Jesus se revela como o Filho do Homem, a quem é “dado todo o poder no céu e na terra” (cf. Dn 7). Não é um Filho do Homem militaresco, mas profético; seu poder é ensinar. Este poder, confia-o aos discípulos, que devem ir a todos os povos e torná-los discípulos de Jesus, o que implica: 1) batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; e, 2) ensinar-lhes a observar tudo quanto lhes ordenou. O batizar significa a acolhida na comunidade, sem a qual é impossível tomar alguém discípulo de Jesus, pois seu mandamento, o amor fraterno, só se aprende na prática mútua; aprender o mandamento do amor sozinho seria como jogar xadrez consigo mesmo …

Ora, esse acolhimento na comunidade deve ser “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Temos, no N.T., vestígios de outras fórmulas batismais, mencionado só o Cristo, ou Cristo e o Pai. Mas Mt prefere a fórmula trinitária, porque o acolhimento na comunidade é a entrada na comunhão do Cristo, e esta é de per si comunhão com o Pai, no Espírito que impeliu Jesus para sua missão (Mt 4, 1; cf. 3,17) e que é dado a seus seguidores (cf. Mt 3,11).

O Espírito que recebemos é o mesmo Espírito que Cristo recebeu no seu batismo e com o qual ele nos batiza. A 2ª leitura explica isso de modo comovente. Paulo parte da realidade batismal: o ser impelido pelo Espírito de Deus (Rm 8,14). Isso não é apenas entusiasmo carismático, mas filiação divina (cf. o batismo de Jesus, Mt 3,17). Recebemos um Espírito de filhos adotivos (o filho legítimo é Jesus) – de filhos e co-herdeiros! O Espírito de Cristo clama “em nosso espírito” (jogo de palavras): “Abbá, Pai!” Paulo insiste em que este Espírito é de liberdade, não de escravidão. O que é de Deus e foi confiado a Cristo, é nosso também. Nada nos é imposto contra nossa vontade. Assumimos livremente, porque amamos, como filhos a seu Pai.

Na realidade, a prática da Igreja nem sempre realiza as características da missão evangelizadora descrita nestes textos. Muitas vezes, pertencer à comunidade cristã é experimentado como um peso, um dever, não como o espírito da filiação divina que nos impele e que nos une intimamente com o Pai e os irmãos. Em vez de nos sentirmos “com Cristo”, na comunidade dos que são seus discípulos e irmãos, sentimo-nos oprimidos por uma pirâmide de convenções. As gerações de discípulos, em vez de serem irmãos unidos num mesmo Espírito libertador, parecem ter acumulado leis e leizinhas, instituições e instituiçõezinhas, impelindo os novos membros a entrar, não pelo impulso do Espírito, mas por tradição e conveniência. Não seria bom “ventilar” um pouco de Espírito na Igreja, para que, livres com Cristo, observemos sua palavra e com ele amemos a Deus e os irmãos, impelidos por seu Espírito?

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

MENSAGEM

A Trindade em nossa vida

A festa da Santíssima Trindade é uma oportunidade para refletir sobre nossa vida de batizados. Fomos batizados “no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, conforme a missão confiada por Jesus aos Apóstolos (Mt 28,20). Será que isso significa algo para nossa vida, modificou algo em nós? Nossa vida de batizados tem algo a ver com as pessoas da Santíssima Trindade?

No Antigo Testamento, Moisés explicou ao povo que Deus é próximo da gente, não inacessível. Fala com seu povo, acompanha-o. Mais: conta com a amizade de seu povo. Não é um Deus indiferente (1ª leitura). E no Novo Testamento, Paulo aponta a presença da Santíssima Trindade de Deus em nossa vida: o Pai coloca em nós o Espírito que nos torna filhos com o Filho (2ª leitura).

Tudo isso nos faz entender melhor o evangelho de hoje, que narra a missão de batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Quem recebe o batismo entra numa relação específica com cada uma das três pessoas da Trindade. Em relação ao Pai, é filho por adoção (o que, na cultura de Jesus, significava muito: pleno direito ao amor e à herança do Pai). Em relação ao Filho, é irmão (participando da mesma vida, do mesmo projeto). E quanto ao Espírito Santo, é dele que recebe inspiração e impulso para viver a vida divina no mundo.

Convém termos consciência disso em nossa vida de batizados. Certamente, Deus é um só. O que o Pai, o Filho e o Espírito Santo significam em nós é uma só e mesma realidade: a presença da vida divina em nós. Mas essa realidade se realiza em relações diversificadas. Uma  comparação talvez ajude a aprender esse mistério: na vida conjugal, mulher e homem são ora parceiros no amor, ora colaboradores no sustento da família ou na educação dos filhos, ora  pessoas autônomas (para irem votar ou atenderem a seus negócios) etc.

Assim podemos assumir e cultivar as diversas atitudes que nos relacionam com a Santíssima Trindade em nossa vida. Atitude de filho adotivo do Pai, cuidando de sua obra, de sua solicitude para com a criação e a humanidade. Atitude de irmão de Jesus, na sintonia e solidariedade, na ternura para  com outros irmãos – e para com Jesus mesmo! Atitude, finalmente, de quem é impulsionado pelo Espírito Santo (e não pelo espírito do mundo, do lucro, da exploração etc).

A consciência da relação com as três Pessoas divinas torna nossa vida cristã menos abstrata, conferindo-lhe uma configuração mais versátil, mais concreta. Mas essa consciência  não surge espontaneamente. É preciso cultivá-la na contemplação das Três Pessoas divinas.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Fonte:

Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Franciscanos.org.br

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