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Fazei tudo o que Ele vos mandar (Jo 2,5)

EVANGELHO DOMINICAL - 15º Domingo do Tempo Comum/Ano A

13

Uma colheita custosa

1ª Leitura: 

Is 55,10-11

Sl 64

2ª Leitura: 

Rm 8,18-23


Evangelho: 

Mt 13, 1-23

1 Naquele dia, Jesus saiu de casa, e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2 Numerosas multidões se reuniram em volta dele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé na praia. 3 E Jesus falou para eles muita coisa com parábolas: «O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os passarinhos foram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Porém, o sol saiu, queimou as plantas, e elas secaram, porque não tinham raiz. 7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e renderam cem, sessenta e trinta frutos por um. 9 Quem tem ouvidos, ouça!»

10 Os discípulos aproximaram-se, e perguntaram a Jesus: «Por que usas parábolas para falar com eles?» 11 Jesus respondeu: «Porque a vocês foi dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não. 12 Pois, a quem tem, será dado ainda mais, será dado em abundância; mas daquele que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13 É por isso que eu uso parábolas para falar com eles: assim eles olham e não veem, ouvem e não escutam nem compreendem. 14 Desse modo se cumpre para eles a profecia de Isaías: ‘É certo que vocês ouvirão, porém nada compreenderão. É certo que vocês enxergarão, porém nada verão. 15 Porque o coração desse povo se tornou insensível. Eles são duros de ouvido e fecharam os olhos, para não ver com os olhos, e não ouvir com os ouvidos, não compreender com o coração e não se converter. Assim eles não podem ser curados’. 16 Vocês, porém, são felizes, porque seus olhos veem e seus ouvidos ouvem. 17 Eu garanto a vocês: muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, e não puderam ver; desejaram ouvir o que vocês estão ouvindo, e não puderam ouvir.»

18 «Ouçam, portanto, o que a parábola do semeador quer dizer: 19 Todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, é como a semente que caiu à beira do caminho: vem o Maligno e rouba o que foi semeado no coração dele. 20 A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra, e logo a recebe com alegria. 21 Mas ele não tem raiz em si mesmo, é inconstante: quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. 22 A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas a preocupação do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ela fica sem dar fruto. 23 A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse com certeza produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta por um.»


* 13,1-9: Cf. nota em Mc 4,1-9. Se o Reino já está aqui, por que existem fracassos e conflitos? Jesus trouxe as sementes do Reino, e elas se espalharam pelo mundo. Mas, assim como Jesus encontrou resistência no meio do seu próprio povo, do mesmo modo pessoas e estruturas continuam impedindo a justiça do Reino de se estabelecer entre os homens. Sem dúvida, haverá uma colheita, mas à custa de muitas perdas, isto é, muitos procurarão sufocar as sementes do Reino, antes que chegue a vitória final. Querer negar e fugir dessas dificuldades para a implantação do Reino é não compreender o seu mistério.
* 10-17: Cf. nota em Mc 4,10-12. Os mistérios do Reino só serão conhecidos por aqueles que já tiverem acolhido Jesus como Messias (os discípulos). Aceitar Jesus como o Messias, mesmo nos seus «fracassos», faz compreender as contínuas dificuldades que sofre a implantação do Reino do Céu. E isso é uma bem-aventurança.
* 18-23: Os obstáculos para compreender a Palavra do Reino (= ensinamento de Jesus) são: a alienação, que tira o poder de decisão humana; as perseguições concretas que causam desânimo; as estruturas políticas e econômicas que fascinam e seduzem. A compreensão da Palavra do Reino se realiza na dramaticidade dos conflitos pessoais e sociais.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral 

COMENTÁRIO

A semente da Palavra

Ouvimos hoje a parábola do semeador, ou melhor, das aventuras da semente que é a Palavra de Deus, a palavra da pregação cristã (evangelho). Descreve o que acontece com a semente da Palavra em várias circunstâncias, com diversos tipos de pessoas; e, conforme o caso, o resultado é diferente. Resultado bom mesmo, que corresponda à fecundidade que a Palavra de Deus por si mesma tem (cf. a 1ª leitura), só há quando ela cai em terra boa, isto é, em alguém que, ao ouvir a palavra, a deixa penetrar, a absorve, a assimila no seu próprio pensar e sentir (pois tudo isso significa a expressão “entende” em Mt 13,23).

Tudo isso reflete as condições da pregação da Igreja das origens e de sempre. A palavra divina é eficaz e fecunda como a chuva que fertiliza o chão (1ª leitura, sublinhada pelo salmo responsorial). Mas o ouvinte tem que colaborar. Deus não força ninguém, ele se deixa acolher. Se alguém não o acolhe, ou acolhe mal, de modo superficial… nada feito, não cria vínculo com Deus. Aí está o mistério da liberdade da alma humana. No evangelho, reflete-se a preocupação das primeiras gerações cristãs com a incredulidade.

Por que alguns entendem, outros não? A uns é dado conhecer os mistérios do Reino, outros não chegam a abrir a casca da parábola (Mt 13,11). É como nos negócios: quem tem, ganha crédito e pode negociar mais; quem não tem, perde ainda o pouco que tem. Trata-se da fé. Os judeus farisaicos achavam que possuíam algo: seu refinado conhecimento da Lei. Mas, para compreender a mensagem da graça de Deus, esse “algo” era nada. Entretanto, aos que tinham a fé, a abertura de um coração simples e humilde (cf. cv. de dom. passado), a esses foi dado conhecer o mistério do Reino.

Tal situação não contraria o plano de Deus. Mesmo a incredulidade das pessoas, Deus a tem levado em conta no seu projeto. É o que experimentou o profeta Isaías. Mt 13,14-15 cita Is 6,9-10 (os primeiros cristãos citavam muito esta passagem para explicar o mistério da incredulidade: cf. Jo 12,40; At 28,26s). O ser humano é livre para ser incrédulo. E tão grande é o plano de Deus, que ele consegue até incluir essa incredulidade… Segue, então, mais uma felicitação para os simples e pequenos, que podem enxergar o que muitos profetas quiseram ver e não viram (13,16s; cf. ev. dom. pass.).

E os incrédulos, será que eles não conhecerão a salvação? Paulo, em Rm 9-l 1, se debate com este problema e só sabe responder que ninguém conhece o abismo do pensamento e da sabedoria de Deus (Rm 1 1,33ss). Nem mesmo a incredulidade à mensagem cristã é prova de rejeição de Deus. Só Deus sabe quem poderá aguentar sua eterna companhia e quem não. Mas, de toda maneira, os que não conseguem acolher e fazer frutificar apalavra, não têm a felicidade e o privilégio de ser, desde já, o povo-testemunha de Deus. Talvez se salvem, mas não podem realmente cantar as grandes obras do
Senhor e reconhecer seu reino em Jesus Cristo. Ora, que há de mais bonito que isso?

A 2ª leitura desta liturgia continua o tema da vivificação pelo Espírito, a vida nova em Cristo (cf. dom. pass.). No contexto imediatamente anterior, Paulo acaba de dizer que recebemos o Espírito do Cristo, que clama em nós: “Abbá, Pai”; o Espírito que nos transforma em filhos adotivos de Deus, co-herdeiros com Cristo, chamados para a glória com ele (Em 8,14-17). Mas ainda não se revelou em nós esta glória, embora já tenhamos recebido o Espírito como primícia. Por isso, nós e toda a criação estamos ansiando por essa plenitude, como uma mulher em dores de parto (cf. Jo 16,21): o filho está aí, mas até que ele se manifeste, ela tem que passar pelo trabalho de parto. É essa a situação nossa e de nosso mundo, que é solidário conosco.

Como um eco do evangelho, a oração sobre as oferendas e a oração final falam do crescimento da fé e da salvação em nós. Trata-se de realizar o feliz encontro de uma semente “garantida” (a palavra) com uma terra boa, acolhedora e generosa. Neste contexto, pode-se rezar o prefácio comum II (Cristo, Palavra enviada pelo Pai). Na pregação diga-se concretamente quais são, na pessoa e na estrutura da sociedade, os obstáculos que impedem a boa acolhida ou o crescimento da semente da palavra.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

MENSAGEM

O porquê das parábolas 

Isaías disse que a palavra de Deus é eficaz “como a chuva no chão”(1ª leitura). Mas Jesus acrescenta: depende da qualidade do chão! A semente da palavra tem tudo para crescer, mas precisa ser acolhida num chão aberto, generoso, preparado… num coração acessível e profundo ao mesmo tempo (evangelho). Jesus usa imagens, parábolas. Uma pessoa simples as pode entender, enquanto os de “coração empedernido” ouvem e veem exteriormente, mas não percebem interiormente o que a palavra significa, ao contrário da “terra boa”, que “ouve a palavra e a compreende”.

Jesus falou em parábolas, para que os mais simples pudessem entender, e aparecesse o endurecimento daqueles que a ouvem sem entender. Uns ouvem e não compreendem. A palavra não cria raízes neles. Jesus explica as causas disso: o “maligno” (as forças contrárias a Jesus e ao Reino de Deus), a superficialidade, a desistência na hora da dificuldade, as “preocupações do mundo e a ilusão da riqueza”. Mas, graças a Deus, há também aqueles que ouvem e compreendem, e produzem fruto. A diferença está na disposição do ouvinte.

As causas da incompreensão da palavra são ainda as mesmas hoje: estratégia das forças antievangélicas, consumismo, idolatria da riqueza. Em compensação, os “mistérios do reino”, quando apresentados em imagens compreensíveis ao povo, são tão transparentes que até os mais simples os entendem e se tornam seus melhores propagandistas.

Importa, pois, prepararmos o chão dos corações para que possam receber a palavra: combater os fatores de “endurecimento” (dominação ideológica, alienação, consumismo, culto da riqueza e do prazer etc). Em vez do fascínio dos sempre novos (e tão rapidamente envelhecidos) objetos do desejo, a formação para a autenticidade e simplicidade, a educação libertadora com vistas ao evangelho. Então, a Palavra, que desce como a chuva do céu, poderá penetrar no chão e fazer a semente frutificar.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Fonte:

Franciscanos.org.br

Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

 

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