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Fazei tudo o que Ele vos mandar (Jo 2,5)

EVANGELHO DE DOMINGO - 14º Domingo do Tempo Comum/ Ano A

29Os pobres evangelizam

1ª Leitura:

Zc 9,9-10

Salmo

144


2ª Leitura:

Rm 8,9.11-13


Evangelho:

Mt 11,25-30

* 25 Naquele tempo, Jesus disse: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Meu Pai entregou tudo a mim. Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelar.

28 Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso. 29 Carreguem a minha carga e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas vidas. 30 Porque a minha carga é suave e o meu fardo é leve.»


* 25-30: Com sua palavra e ação, Jesus revela a vontade do Pai, que é instaurar o Reino. Contudo, os sábios e inteligentes não são capazes de perceber a presença do Reino e sua justiça através de Jesus. Ao contrário, os desfavorecidos e os pobres é que conseguem penetrar o sentido dessa atividade de Jesus e continuá-la. Jesus veio tirar a carga pesada que os sábios e inteligentes haviam criado para o povo. Em troca, ele traz novo modo de viver na justiça e na misericórdia: doravante, os pobres serão evangelizados e partirão para evangelizar.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

COMENTÁRIO

O Messias humilde, não violento

No domingo anterior vimos por que o profeta cristão deve ser um pequenino: a eficácia de sua mensagem se confirma na reação de bondade gratuita que ele provoca no coração dos que recebem a mensagem. No evangelho de hoje contemplamos o modelo deste tipo de profeta: Jesus. Não apenas como mensageiro, mas como detentor de tudo o que o Pai lhe deu nas mãos, ele é humilde e livre de toda forma de violência (militar, política, intelectual, religiosa e cultural). Nele reconhecemos a plena realização da figura de Zc 9,9-10 (1ª leitura) – o Messias humilde, que troca o cavalo militar por um jumentinho, que acaba com os carros e arcos de guerra e estende um império de paz de um mar (o Mediterrâneo) ao outro (o golfo de Ácaba). Num outro texto evangélico encontramos, em forma dramatizada, a realização dessa profecia: a entrada de Jesus em Jerusalém, significativamente no começo da semana da Paixão (Mt 21,1-10 e par.).

O contexto em que o evangelho se situa é o seguinte: Jesus acaba de censurar as cidades da Galiléia por causa de sua auto-suficiência e orgulho (Mt 11,20-24). Em oposição a esse orgulho, surge a figura do Messias humilde, do revelador de Deus que se dirige aos simples e “pequenos” (apelido dos profetas cristãos: cf. dom. passado). Aqui não valem os critérios de grandeza humana; vale o puro dom gratuito de Deus (11,27). Jesus é o Filho, aquele que conhece o Pai por dentro e pode dispor de tudo o que é dele. É esta a primeira parte do texto, o “júbilo” de Jesus (Mt 11,25-27).

Encadeada nessas palavras, esta parte segue agora outra sentença, um convite aos humildes para aceitar seu “jugo”. A doutrina de um mestre ou rabino era chamada “jugo”. Jesus é um mestre diferente. Seu jugo é suave, dá paz e descanso às almas. Jesus é o mestre humilde e manso de coração, mas não no estilo água-com-açúcar. Olhemos só o que é o contrário destes termos. O contrário da “humildade” (literalmente, “baixeza”)(*) são o orgulho e a ostentação, que caracterizam os “grandes” de todos os tempos. E o contrário da “mansidão” ou mansuetude do Senhor é a violência, o uso da força. Ora, se a missão de Jesus e do missionário cristão (cf. dom. pass.) é abrir as comportas do coração, para que serviria a violência? A violência não converte; resultado último não se deve esperar da violência. Por isso, mesmo se o cristão for forçado a usar de violência para proteger seu irmão, nunca a utilizará para transmitir sua mensagem. O coração violento encontra na violência que se lhe opõe uma justificativa! Só a “mansidão” (no sentido de firmeza permanente) desmancha os argumentos da violência (cf. Gandhi).

Na 2ª leitura temos uma mensagem semelhante. Os critérios da vida nova em Cristo são bem diferentes dos da vida antiga. É a oposição entre a “carne” (a humanidade auto-suficiente, fechada em si mesma) e o Espírito (a força vivificadora e transformadora que nos é dada em Jesus Crista e da qual sua ressurreição é o sinal) (Rm 8,11). Aos critérios humanos não ficamos devendo nada, pois estes são os da força e do “salve-se quem puder!” É difícil convencer-se disso. Estamos sempre prestando contas a critérios humanos, que nos são impostos sem a mínima razão: moda, consumo, aparência, ditadura, medo. Parece até que a gente tem medo de não ter algum poder ao qual prestar contas. Temos medo da liberdade do Espírito, da liberdade dos filhos de Deus. Ora, não estamos devendo nada àquilo que, nesses critérios mundanos, se opõe á vontade de Deus. Quantas vezes participamos ativa ou passivamente de atitudes e juízos injustos, de pressão sobre outras pessoas, de “proveitos” injustos e de egoísmo grupal! A tudo isso não estamos devendo nada. Nosso beneficio vem de outras fontes.

Enquanto a oração do dia sintoniza melhor com a mensagem de Paulo, o canto da comunhão (opção II) é um eco puro da leitura do evangelho. Para sublinhar o paradoxo do Messias que, por sua humilhação, levanta consigo toda a humanidade, sugerimos o prefácio comum I.

(*) “Humilde”, na linguagem bíblica, indica em primeiro lugar o que é baixo física ou socialmente (escravos etc.). Não tem a conotação de uma respeitável virtude, da qual a gente se gaba… Cf. ainda o Magnificat, Lc 1,48.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

MENSAGEM

Jesus, a violência e a mansidão

Percebe-se a violência crescente no mundo. O terrorismo acorda nas pessoas a vontade de responder com violência. Está certo usar de violência para enfrentar a violência? Conforme o plano de Deus, não. Seu enviado é o mestre “manso” e humilde, cujo “jugo” é suave. O evangelho ensina a revelação da mansidão de Jesus aos pequeninos e mansos, os não violentos. A pregação de Jesus provoca opção a favor ou contra. Contra ele optam as ambiciosas cidades da Galiléia (cf. Mt 11,20-24). A favor, os humildes que escutam sua palavra e a põem em prática (Mt 11,25-30). Os que recebem sua revelação, não os que estão cheios de si, vão conhecer o interior de Jesus. Jesus é o mestre dos humildes, porque ele é, no sentido bíblico, manso, não opressor. E assim é também sua doutrina.

O profeta Zacarias já sabia que o Messias não poderia ser um rei violento e opressor (1ª leitura). Essa expectativa, Jesus a realizou de modo surpreendente. A missão do Messias não se realiza pela violência e pela opressão, mas pela mansidão de um pedagogo, que deixa penetrar, nos humildes, gota por gota, o espírito de amor e solidariedade, que faz crescer o verdadeiro Reino de Deus. Por isso, o mistério de Deus e de seu Filho se manifesta no coração dos humildes, enquanto os poderosos o rejeitam.

Jesus convida os “cansados”. Eles são muitos entre nós hoje. Os que já não aguentam o arrocho salarial, a subnutrição, a degradação da vida social e pública, a violência econômica, a exclusão em todas as suas formas. Será que Jesus tem uma solução para esses “cansados”? Contrariamente à pretensa “lei natural” do poder do mais forte, a comunidade de amor e solidariedade lhes oferece, mais e melhor do que o consumismo da tevê e dos shopping-centers, aquilo que os torna realmente felizes: valorização fraterna, sustento mútuo e, sobretudo, a certeza de “estar na linha de Deus”.

Aos cristãos cabe conscientizar o povo – pobres e ricos – de que a mera força e opressão não resolvem nada, mas afastam as pessoas do espírito de Cristo. E perguntemos: em nossas comunidades, existe verdadeira “mansidão”ou, pelo contrário, reinam práticas opressoras? Aplicarmos uma “pedagogia da mansidão”, deixando a grama crescer no chão em vez de puxá-la para fazer cresce-la mais rápido?

Jesus veio como libertador manso e humilde, não como revolucionário armado, porque o reino do amor fraterno não pode ser implantado pela violência, mas somente pela convicção interior. Essa é sua resposta ao poder da força, contra o qual o pequeno não pode resistir quando se quer medir com ele no mesmo nível.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Fonte

Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil 

Franciscanos.org.br

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