CATEQUESE !!!

Fazei tudo o que Ele vos mandar (Jo 2,5)

Houve uma época em que os Cristãos se defendiam da maioria. Hoje os cristãos precisam se defender das minorias. E o engraçado é que, aqui no Brasil, a minoria se chama “Brasil para Todos”. Uma instituição formada por minorias religiosas e alguns “juristas”. Eles estão defendendo um Brasil para todos, pedindo, entre outras coisas, que se retire das escolas e repartições públicas os símbolos religiosos, ou seja, o Crucifixo, símbolo do cristianismo. Eles se baseiam na nossa Carta Magna onde diz que o Estado não pode privilegiar nem determinar qualquer crença ou religião. Aliás, a Constituição da República Federativa do Brasil começa assim:
“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.” (Preâmbulo da Constituição de 1988).
Bem, os representantes do povo brasileiro assim o são porque foram eleitos por esse mesmo povo. Os valores que ela defende, nem se discute. Mas, que seja destacada a igualdade, a justiça, a fraternidade, a pluralidade e, sobretudo, o sem preconceitos. Ao sentarem-se para escrever a nossa Lei Maior, nossos constituintes invocaram ainda A PROTEÇÃO DE DEUS. Pois é. Agora esse mesmo Deus precisa ser renegado para que se cumpra a pluralidade e a igualdade na nossa sociedade democrática.
Toda essa discussão surgiu aqui no Brasil, quando um Deputado em São Paulo, José Bittencourt, advogado e presidente de uma associação de pastores, que não descobri de que religião, pois ele, tão orgulhoso dela, sequer a coloca no seu perfil no site, se sentiu ofendido pela Cruz e entrou com um projeto de Lei para tirar a cruz das repartições públicas do estado. Outros estados copiaram a iniciativa e pipocaram projetos nesse sentido no Brasil.
Mas a controvérsia mesmo surgiu na Europa. A mesma França, que foi berço da democracia com a famosa Revolução Francesa pelos Direitos Humanos e sociais (que acabou matando tanto os monarcas quanto os revolucionários pois, ao final, ninguém mais sabia o que queria!), começou o levante para se acabar com a cruz nas instituições públicas. Em seguida veio o caso da Itália. Uma mãe de família acordou um dia, resolveu ir a escola dos filhos e brigar porque a cruz na parede da sala de aula podia afetar a “educação” dos filhos dela. Isso virou caso internacional e a Corte Européia dos Direitos Humanos achou por bem determinar a retirada da cruz das escolas públicas da Itália. De quebra, ela levou uma indenização de cinco mil euros. Nem imagino de que religião seja a Senhora Lautsi, autora do processo. Mas estou me perguntando aqui quantos presentes de natal ela comprou com esse dinheiro ou ainda, se ela, revoltada, vai trabalhar nesse feriado “cristão”.
Enfim, como bons brasileiros que somos e cumpridores do preceito: “nada se cria, tudo se copia”, resolvemos estabelecer aqui também essa discussão. No país com a maior população católica do mundo. Estamos agora brigando para saber se é certo ou não colocar uma cruz numa sala de aula ou num tribunal. Pelo andar da carruagem, a coisa vai mal para nós cristãos católicos. Corremos o risco de ser proibidos de fazer o sinal da cruz em público ou ainda pendurar crucifixos nos nossos pescoços.
Voltemos agora ao caso da Lei. Vivemos num país democrático, onde nossos representantes, aqueles que criam e promulgam as leis, foram eleitos pela vontade da maioria. Ou não? Com essas associações partidárias e legendas, já nem sei mais... Enfim, deputados, senadores, presidente; todos estão lá pelo nosso voto. Será que quando votei, eu, católica fervorosa, prestei atenção se meu candidato pelo menos acreditava em Deus? Ou votei no José Bittencourt porque fui com a cara dele? Aliás, ele foi eleito com 41 mil votos como deputado estadual. Só a cidade de São Paulo tem 7.593.144 eleitores. Se fizermos a proporção considerando só essa população, dá pouco mais de 0,5% dos eleitores. Essas porcentagens não lembram, nem de longe, o conceito de “representante do povo”. Claro que a democracia também precisa preservar as minorias, senão não seria democracia, mas... Os católicos estão perseguindo os ateus e agnósticos em nosso país? Estamos ferindo os princípios de igualdade e fraternidade lembrando que Cristo morreu na cruz pregando esses valores, independente de ser filho de Deus ou não?
No fundo a culpa é nossa. Sim, nossa. Esquecemos dos sacrifícios, martírios e sofrimentos dos primeiros cristãos. Daqueles que saíram a pregar o amor ao próximo mundo afora, quando nem existia a Igreja. Eles não tinham medo. Eles sim, tinham fé. Eram discípulos de corpo e alma. E nós? Os herdeiros deles? O que estamos fazendo? Precisamos urgentemente resgatar o conceito de DISCÍPULO. Em missão, nem se fala.
Será que vamos voltar a ter medo de portar a Cruz de Cristo no peito? Ou, será que a temos mesmo gravada em NOSSO CORAÇÃO?

Angela Rocha
Catequista Amadora

Exibições: 40

Comentar

Você precisa ser um membro de CATEQUESE !!! para adicionar comentários!

Entrar em CATEQUESE !!!

Comentário de Carol Mello em 7 julho 2010 às 16:16
Olá, Ângela.
Sou novata aqui e admito que me atraiu, muito, foram os seus textos. Identifiquei-me muito com o que você escreve... E estava precisando muito saber que não estou sozinha para luta por certas mudanças.

Infelizmente, esse Sr. Deputado e muitos juristas estão confundindo certos termos. Eu estou terminando minha faculdade de direito, na qual pretendo atuar profissionalmente... E lá tivemos uma discussão sobre o tema.
Os juristas que apoiam tal projeto de lei, estão confundido Estado Laico, o caso do Brasil, com Estado Ateu. Estado ateu, como o nome já diz, elimina qualquer culto a religião e os traços destes. É casos de muitos países comunistas como a antiga União Soviética e a atual China.
Já o estado laico, o nosso caso, deve garantir a liberdade religiosa. Qualquer um pode seguir a religião e os cultos que quiser. MAS deve, também, respeitar os traços religiosos que já fazem parte da cultura do povo do país.

A presença do crucifixo nos tribunais não é o significado de o aquele juri é cristão. Longe disso. É simplesmente desde que os tribunais do Brasil existem, havia um crucifixo ali. É tradição. Não só do Brasil. Quantos filmes temos em que no tribunal aparece o crucifixo? Ali, naquele contexto, ele não representa nenhuma religião. É a manutenção de uma tradição, de ato histórico como muitos outros como o pedido de proteção a Constituição que você citou, a inscrição "Deus seja louvado" em qualquer nota de Real que você pegar, é os feriados nacionais religiosos...
Acabar com qualquer destes atos é acabar com uma tradição e, ai assim, ferir o real valor do estado laico.

Beijos,
Carol.

CAPELA VIRTUAL

Vem meditar comigo

 

EU ESTOU AQUI

 

 

 

Membros

Fórum

Quem fundou a Igreja Católica???

Iniciado por Jorge Kontovski 11 Jan, 2018.

Batismo em crianças

Iniciado por laila patricia 28 Set, 2015.

Confissão para a Primeira Eucaristia de Crianças (entre 11 e 13 anos) ?? 7 respostas 

Iniciado por Jorge -Catequista de Adolescente. Última resposta de Delourdes P. Prado 2 Jun, 2014.

1°Encontro

Iniciado por ana maria barbosa de araujo 21 Mar, 2014.

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Badge

Carregando...

LINKS

Estes contam com o meu apoio:

Baixar Livros Gratis em PDF
Baixar Livros Gratis

CATEQUESE E LUZ

PEQUENAS IRMÃS DA SAGRADA FAMÍLIA

Image

 

A PAIXÃO DE SER CATEQUISTA

Image

 

© 2020   Criado por Jorge Kontovski.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço